domingo, 13 de agosto de 2017

Soube de nada.

Menina boba, apaixonada.
Sabe de nada.
Menino tolo, da vida virada.
Pensa que ela não sabe de nada.
Sabe de nada.
Sábio virado, pobre coitado.
Pensa enquanto não sabe de nada.
Tolo menino, apaixonado.
Sabe ela que ele não sabe de nada.



quarta-feira, 8 de março de 2017

Problemas com a Netflix...

A alguns dias venho tentando resolver um problema de cobrança indevida com a Netflix, a qual eles chamaram de "Débito teste", será que já não aconteceu com você?



Bora treinar??

Treinozinho de um dia desses...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sabonete íntimo


Se tem uma coisa que eu gosto é tatuagem! Até por isso, tenho nove. A história que vou contar agora é sobre uma delas, a segunda que eu fiz, uma relativamente grande, que toma todo o meu ombro esquerdo.
Para quem não sabe, ou nunca percebeu, eu sou negão. Ou seja, tatuagem para aparecer no meu courinho tem que ser daquelas boas! Bem pintada! Nada de tracinhos delicados. Tinta preta com vontade! E como resultado, a cicatrização é mais dolorida até do que o momento de fazer a tattoo.
Eu sempre presto muita atenção às recomendações do tatuador, uso o plástico, a pomada, mesmo assim, sempre fica muito tempo sangrando, dolorido, sujando tudo.
Essa tatuagem já tinha com ela um quê de sofrimento especial, ela já estava sendo “pintada” pela segunda vez, eu havia pedido um help para meu amigo José, que depois fez cinco das minhas nove tatuagens, essa não era trabalho dele, e eu achava que ela não estava preta o suficiente, então um mês depois de feita, eu já decidi pintar tudo novamente, e quem já tem tattoo sabe, isso dói! Muito! Sério!
O José sempre faz as mesmas recomendações: “lave com água corrente fria, seque com pano limpo, passe uma fina camada de pomada e proteja com o plástico.”. Eu já sei de cor.
Sabendo de todas as recomendações, aquele belo dia, algumas horas depois de terminada a sessão de tatuagem, sangrando muito ainda, eu angustiado para lavar o ombro, entrei no chuveiro, já sabendo que seria muito ardido.
Já lá dentro do box, chuveiro aberto, avistei algo que me pareceu uma ótima ideia. Sabonete íntimo feminino!
Meu raciocínio... o negócio é feito para lavar uma parte ultra sensível, ultra delicada... deve ser bom para lavar tatuagem! E ainda deve deixar um cheirinho bom!
Coloquei na minha mão e passei na tatuagem. Rapaz... aquilo foi como ácido sulfúrico! Não, não era uma boa ideia.
Aquilo queimava! E eu sem poder esfregar porque a pele recém tatuada arde só de olhar pra ela, eu não podia sair correndo, afinal estava pelado (e não faria sentido). Eu estava desesperado, deixando a água correr no meu ombro, e me sentido o cara mais idiota do mundo.
Aqueles minutos pareceram horas, mas a ardência aos poucos foi passando, eu não sou escandaloso, mesmo em desespero, não gritei, xinguei ou coisa do tipo, afinal, a época eu era casado, e eu não passaria por esse ridículo diante da esposa, isso faria minha dignidade escorrer pelo ralo junto com a espuma do sabonete.

Me recuperei, me sequei, passei a fina camada de pomada, coloquei o plástico, saí do banheiro, quando passei pela minha ex-esposa eu só falei: “Nunca tatue a periquita”.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando?



Dia 30 de abril, saí de casa com mais dois amigos, destino: balada! Mas com um propósito: não beber e voltar cedo para casa, pois no dia seguinte tinha que estar acordado cedo para o tradicional torneio de futebol dos joalheiros, que acontece todo dia do trabalhador, 1º de Maio.
Não direi o nome dos amigos, mas basta citar que ambos são policiais hoje em dia, só para deixar no ar e refrescar a memória de quem sabe da história.
Baladinha rolando, e nós três perto da porta, braços cruzados, sem beber, só observando o movimento. Lá pelas tantas percebi uma guria olhando por cima do ombro, cutuquei na costela do meu amigo, por sinal, bem mais apessoado que eu (cara fazia sucesso na night!), e disse: “olha ali cara, aquela ali não para de olhar para você!”.
Ficamos cuidando para ver se era verdade, e ela realmente continuava a olhar em nossa direção, e também, chegando cada vez mais perto, juntamente com uma amiga.
Aquele ambiente de flerte, hora escuro, hora colorido. E já não tinha mais dúvida, ela estava “dando moral”. Mas comecei a prestar mais atenção, e cheguei a uma conclusão. Outra cutucada na costela: “cara, não é pra você não! É pra mim que ela está olhando!”.
E foi ficando evidente, era pra mim! Até que meus amigos resolveram ir embora, porquê iriam passar o feriado em suas respectivas cidades, as quais também não irei citar, não lembro se esse meu amigo já namorava nessa época, vai que eu queimo o rapaz né?
Eu, logicamente já não queria arredar pé, até porquê as meninas já estavam literalmente ao lado, até se esbarrando. Confesso que fiquei meio “de cara” pelo abandono do restante da “tropa”, não se deixa um soldado sozinho no campo de batalha. Mas enfim... “eu tava ali, ela também, ela também estava ali, tava parada e olhando para mim...”. Puxei papo. Aquele bem idiota de balada mesmo, que você pergunta algo, a pessoa não escuta, responde que sim, e você finge que entendeu, se esforçando para tentar se balançar no ritmo da música.
E assim foi, a essa altura eu já tinha bebido algumas cervejas para dar aquela coragem, e já não era tão cedo, ou seja, meus propósitos já tinham ido pelo ralo. Maaaaassss... “a mina tava na minha mano!”. Já tinham rolado alguns beijinhos, e já estávamos no meio da pista de dança, onde a luz pisca ainda mais, e se ouve e se enxerga ainda menos.
A noite se mostrava muito boa, afinal para um solteiro um dos grandes objetivos na balada é esse... “pegar” alguém. Mas é a partir daí que a coisa começou a ficar meio estranha, e a noite foi se tornando digna de lembrança mesmo após tantos anos.
No meio da pista, a menina me largou, e gritou no meu ouvido: “beija a minha amiga!”.
Rapaz... eu olhei a amiga, ela era ainda mais bonita! E não sei se já estava combinado, mas ela estava olhando para nós, e parecia estar de acordo! E eu? A R R E G U E I!
Isso mesmo, arreguei! Não beijei a outra não. Continuei no que já estava garantido, acho que é algo de personalidade, ou “bundamolismo” mesmo. Ditado bom pra usar nessa hora: “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.
Elas riram da minha cara, mas não foi algo que tenha me cortado da situação, logo a amiga encontrou um outro cara, e assim a noite seguiu. E inevitavelmente, já não era mais cedo, a madrugada já contava seus gatos pingados. Hora de ir embora.
Já do lado de fora, hora de garantir os contatinhos, em uma época pré Whatsapp, isso era importante. Percebi que as meninas precisavam de carona, assim como o rapaz que estava com a outra menina. E assim foi, ao chegar na casa da, digamos “minha”, ela convidou: “vamos entrar?”
Cacilda... eu obviamente não estava mais pensando no jogo ao qual eu teria que comparecer algumas horas depois. Entramos.
Eu ainda estava achando aquela noite “boa demais pra ser verdade”. Eu já tinha até recusado beijo. Mas a testosterona estava ali, me mantendo curioso para saber no que aquilo iria dar.
Desculpem, mas é inevitável, tenho que dar alguns detalhes do que se seguia, mesmo que impróprios (mãe, atual namorada, não leiam esse texto).
O clima de amassos, obviamente continuou, a amiga e o rapaz logo sumiram. E eu fui levado para um quarto. Escuroooo. Meus pensamentos ainda se dividiam entre: “como sou sortudo”, “tenho jogo daqui a pouco”, “isso é bom demais pra ser verdade”.
Algumas peças de roupa a menos.
Cai um sutiã...
E meu coração parou.
Ela tinha silicone! Silicone!
Rapaz, veio um filminho da noite na minha cabeça!
E uma certeza: “é travesti! Puta que o pariu, é travesti!”.
Eu só conseguia pensar: “por isso foi tão fácil, por isso! Como eu não percebi, é travesti!”
O ditado: “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando” me soou horripilante nessa hora!
Eu não sou homofóbico, nem um pouco, mas estava com muito medo da situação! Até porquê eu sei que “travesti não é bagunça”!
Não sei quanto tempo se passou, para mim foi como se o tempo tivesse parado, entre a queda do sutiã e a da calcinha. Eu não podia olhar, até porquê estava escuro, e eu não queria de jeito nenhum por a mão.
Não, não! Como aquilo poderia estar acontecendo??
Eu não conseguia nem fazer piada lembrando da música das Velhas Virgens: “...se era homem, era um homem lindo...” (até porquê, acho que nem conhecia essa música ainda...).
Até que... não.
Não!
Não tinha passarinho.
Não era travesti! Ou o cirurgião tailandês foi muito bom.
Minha respiração voltou ao normal.

E eu só pensava: “Puta que pariu, tenho jogo daqui a pouco.”

                                                                                                                                                            17/02/2017

Veja:

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

8 wrong ways.


                

Ontem eu entendi o punho cerrado.
Hoje as borboletas censuradas com tarja preta.
Ontem entendi a gravata justa do palhaço.
Hoje a sedução das luzes contrárias na estrada.
Ontem entendi a vertigem naquele lugar.
Hoje o sabor do carvão, enxofre e salitre.
Ontem entendi a eutanásia.
Hoje medi a dimensão da dose final.
Ontem ela sorriu.
Hoje eu esqueci o que havia entendido.





quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pontos e vírgulas por sua conta.



Nada vence o rio
Enquanto eu rio do nada
Eu rio nada em mim
Mas com medo cedo
Cendendo me dou
Cedo demais

Ao encontrar com ela casa
Casa e fica
Fica em casa
E no calor sua
Sua rolando com ela
Rola porquê é sua


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Profano



Você imagina que sabe quem vou.

Acha que sabe onde sou.

Tenta entender o que diz.

Até se culpa pelo que fiz.



Você não viu o psicopata ao seu lado?

Ou achou até engraçado?

Viu beleza na aberração?

Ou um espelho pra sua razão?



Você carrega uma cruz por um amigo.

Mas ele é um pagão.

Ele não quer ser redimido.

Ele não aguarda perdão.






leve inspiração, ou grande:

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Homem só






O homem só, vivia.
Em meio as suas rabugices e avarezas.
Uma imaginação de tão raras belezas.
Quem diria?
O homem só vivia.

O homem só, fugia.
Fugia com gueixas, fugia com sereias.
Fugia ao norte, a satélites, a marte e suas areias.
Até onde iria?
O homem só fugia.

O homem só, mentia.
Se contradizia em suas maneiras.
Amava azeitonas, odiava oliveiras.
Quem acreditaria?
O homem só mentia.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Além do bar do esquina.






Ouvir! NAFTA! Voais! Zarpa! Ria! Forres!

Cada palavra tem significado.
Mesmo as frases sem nexo, nas entrelinhas carregam anagramas da vida, acrósticos, sinônimos. Basta um olhar apurado.

A letra é necessária para a dúvida.
Policia as palavras errantes.
Nega a bestialidade.
Garante ao homem imaginação.
Oblitera a fragilidade da mente.

A letra te prende, enquanto te liberta.
Não tenha pressa.
Um exercício esplêndido!
A amadurecer, a ser lapidado!
Leia mais demoradamente!

É um breve conselho.
Absorvê-lo é uma escolha.
Suprimi-lo é egoísmo.
Sábio é aquele que compartilha.
Isso me foi ensinado.
Muito além das entrelinhas.                                                                                   IMY.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Manutenção de dreads!

Para quem me pergunta, tá aí, filmado, como é feita a manutenção de dreads, com a agulha de crochê, puxando cada fiozinho pra dentro do dread!

Curta e compartilhe o vídeo! Inscreva-se no canal!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

sábado, 5 de dezembro de 2015

Dreads!

Gente! A quanto tempo!
Alguém com saudades?
Mas está aí, videozinho novo, tentando ajudar quem quer cultivar uma bela cabeleira com dreads, e ser taxado de regueiro e maconheiro como eu!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Como lavar cabelos com dreads

         Again...
         Como eu sou desonesto e tinha usado uma música trilha do Castelo Rá-tim-bum, tive que refazer esse vídeo que tinha postado a um ano atrás, não que eu seja obrigado, mas é que pelas mais de 10 mil visualizações que o antigo teve, constatei que é uma dúvida recorrente, ou seja, o vídeo é útil!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Touch Screen

Rostos iluminados
Por telas de celular
Sozinhos ou acompanhados
Se digita ao invés de falar
Nos sentimos aproximados
Enquanto houver provedor
Mas não com quem está ao seu lado
Mas não sem o carregador
Atualizando a euforia
Muitas vezes em conversas vazias
Esquecendo que um abraço não precisa de bateria
Confesso a hipocrisia
Meus grupos virtuais não me deixam mentir      
Maldito mundo moderno
Que separa ao invés de unir.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

English Course



Se eu fosse aos Estados Unidos, não passaria madrugadas na rua, eu voltaria no meio da noite.
Não me divertiria, mas teria bons momentos.
Se eu fosse aos Estados Unidos não sentiria saudades, mas sentiria sua falta.

sábado, 12 de julho de 2014

País do futebol.

Existe um país onde o futebol é o esporte mais visto pela população. A cada semana, milhares de pessoas vão aos estádios, ou param em frente a TV para assistir aos jogos.
Nesse país a polícia e autoridades responsáveis já tiveram muitos problemas com a violência e outras tragédias associadas ao futebol, por conta da selvageria de torcedores e da condição inapropriada de alguns estádios.
Porém, esse país hoje tem alguns dos estádios mais modernos do mundo, é verdade que a construção e reforma de alguns, como o principal, foram marcadas por polêmicas relativas às finanças e atrasos de obras.
Nesse país, há um movimento claro de elitização do futebol.
Esse país disputou a Copa de 2014, sua seleção decepcionou, seu principal atacante marcou apenas um único gol durante toda a Copa.
Esse país, que ama o futebol, entristeceu-se muito.
Esse país é a Inglaterra.
Brasil? Ah! Não quero falar disso hoje não...




quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vem pra rua, mas não faz bagunça!

        Nessa mesma época, a exatamente um ano atrás um “gigante acordava”, lembra? Aos gritos de “vem pra rua”, não tão coordenados quanto o mar de “hashtags” #vemprarua nas redes sociais. E você se lembra onde ouviu o “vem pra rua” pela primeira vez? Foi na propaganda da Fiat! Com a banda O Rappa! Se não lembrou, olha aqui: Campanha Fiat 2013
        Sei lá qual foi o feedback da campanha para a Fiat... se vendeu mais ou não, mas que a música bombou, ah! Isso foi certo! Apropriações dessa forma, de músicas, imagens ou outras formas artísticas por movimentos populares não são novidade.
        Mas passado um ano, e a com a Copa aí na nossa porta, a Fiat lança uma nova campanha! Como não poderia deixar de ser. A  propaganda em si mantém o mesmo contexto da do ano passado, mas algumas frases dessa nova letra deixam alguns pontos passíveis de uma boa análise de discurso. Aqui está a nova música: Campanha Fiat 2014
        Primeiro, sai o “Vem pra rua”, e agora é o “Nossa festa é na rua”. Novamente chamando a galera pra rua, mas deixando claro que a rua é lugar para festa, e não manifestação?
        “...quem tá na rua não precisa de ingresso...”, ou seria, conforme-se povo brasileiro, a Copa não é pra você, essa festa é pra “inglês ver”?
        “O brasileiro convidou o mundo inteiro pra curti-la na rua...” ai que estrago faria essa mesma frase com algumas reticências e um ponto de interrogação ao final: “O brasileiro convidou o mundo inteiro... pra curti-la na rua?”.
        Pois é... vamos lá, vamos ver se esse ano a festa vai ser mesmo na rua, se algum gigante acorda e se levanta antes das próximas eleições... porquê a galera que faz o marketing da Fiat acordou, até porque o puxão de orelhas que levou no ano passado deve estar latejando até agora.
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Meu velho recadeiro

Quem já visitou meu apartamento sabe... ao lado da porta fica o meu velho recadeiro, um mural para a galera me deixar algum registro de presença. Porém ultimamente, como tenho tido poucas visitas, tenho usado meu recadeiro também para ganhar uns "likes" aqui e ali...

terça-feira, 22 de abril de 2014

Cápsula do Tempo

Aqui tem presentes que eu não entreguei
Bilhetes que eu não enviei
Palavras que eu não falei
Beijos que eu não roubei
Aqui tem transas que eu neguei
Tem gozos que eu adiei
Aqui tem fotos que eu não rasguei
Tem os ecos do que contei
Tem os segredos que eu guardarei
Aqui tem o que eu fui

Aqui tem o que eu não mais serei

sábado, 19 de abril de 2014

Neg(ócio) criativo

Sintético
Sistemático
Patético
Apático
Rima sem clima
Texto sem pretexto
Trama sem drama
Caligrafia sem poesia
Ortografia sem sinestesia
Dilema sem poema
Poeta sem inspiração, quando escreve por obrigação
Tem mérito a mão, não o coração