terça-feira, 29 de junho de 2010

Canción por la unidad latinoamericana

Eu sempre procuro diversificar o que posto aqui, para evitar que meu blog vire um “blog de música”, mas tem sido difícil ultimamente... O rádio no meu trabalho está cada vez mais alto, e as músicas “sertanejo-universitárias”, cada vez “melhores”... Resultado? Mp3 no ouvido o tempo todo. E dezenas de canções “baixadas” todos os dias.

Um benefício, é o fato de que posso prestar um pouquinho mais de atenção nas letras que ouço, e tenho descoberto muita coisa boa ( e ruim também...quem não tem aqueles “lixos” preferidos?).

Pois bem. Uma das músicas que tenho ouvido, conheci por acaso, um trecho da letra estava como citação em um texto que a minha professora de Educação Especial nos passou um dia desses, a parte citada fala sobre a História, baixei a canção, e gostei muito!

A música é “Canción por la unidad latinoamericana” de Pablo Milanez, mas é cantada por Chico Buarque e Milton Nascimento, a letra mescla português e espanhol de um jeito bem legal.

Vale a pena ouvir...


El nacimiento de un mundo
Se aplazó por un momento
Fue un breve lapso del tiempo
Del universo un segundo

Sin embargo parecia
Que todo se iba a acabar
Con la distancia mortal
Que separó nuestras vidas

Realizavan la labor
De desunir nossas mãos
E fazer com que os irmãos
Se mirassem com temor

Cunado passaron los años
Se acumularam rancores
Se olvidaram os amores
Parecíamos estraños

Que distância tão sofrida
Que mundo tão separado
Jamás se hubiera encontrado
Sin aportar nuevas vidas

E quem garante que a História
É carroça abandonada
Numa beira de estrada
Ou numa estação inglória

A História é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue

É um trem riscando trilhos
Abrindo novos espaços
Acenando muitos braços
Balançando nossos filhos

Lo que brilla con luz propia
Nadie lo puede apagar
Su brillo puede alcanzar
La oscuridad de otras costas

Quem vai impedir que a chama
Saia iluminando o cenário
Saia incendiando o plenário
Saia inventando outra trama

Quem vai evitar que os ventos
Batam portas mal fechadas
Revirem terras mal socadas
E espalhem nossos lamentos

E enfim quem paga o pesar
Do tempo que se gastou
De las vidas que costó
De las que puede costar

Já foi lançada uma estrela
Pra quem souber enxergar
Pra quem quiser alcançar
E andar abraçado nela

Já foi lançada um estrela
Pra quem souber enxergar
Pra quem quiser alcançar
E andar abraçado nela

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dal Ponte preto



A motivação desse texto exige uma breve explicação...


Já a muitos anos conheço um cara, só de vista, mora perto da casa da minha mãe, onde eu cresci, deve ter quase a minha idade. Um fato sempre me chamou a atenção naquele moleque, era o de que ele usava sempre o mesmo par de tênis, fosse na aula, fosse na igreja, fosse na rua, fosse com alguma namorada. Onde quer que eu o visse, era sempre o mesmo. E foi isso durante anos...

E posso dizer até a marca do tênis, um Dal Ponte, preto.

“Tá, e daí?...” você deve estar pensando...

E daí, que eu sabia que o tal do “Dal Ponte”, era um dos tênis mais baratos, e que a maioria dos moleques da minha idade o odiava... triste, mas é verdade. Nunca fui rico, mas também odiava o Dal Ponte naquela época. Presumo que, ou o rapaz adorava o Dal Ponte, ou não tinha escolha. Acredito que a segunda opção.

De alguma forma, eu sempre senti uma espécie de “dó” daquele cara.

Agora, posso falar sobre a motivação do meu texto.

Um dia desses, andando pela rua, passei por uma loja, e de relance vi um rapaz, terno e gravata, sapatos sociais bem lustrados. E ao perceber quem era, sorri por dentro... era o cara do Dal Ponte. Sei lá o porquê, mas fiquei muito feliz com o simples fato de ele não estar mais com aquele tênis...

Tsamina mina sangalewa!


Demorei, mas resolvi escrever algo sobre a Copa... e olha que já estamos nas quartas...
Talvez tenha ficado receoso em dizer algo, pois quase tudo que dizemos, ou fazemos corre o risco de parecer pura "febre", ou "espírito de copa". Aliado à isso vi pipocando sociólogos de todos os lados, tentando entender e explicar o que acontece nessa época, os porquês dessa loucura toda.
É claro que considero a maioria dessas análises válidas, afinal, a Copa muda mesmo a rotina das pessoas, e dá muito pano pra manga, porém, uma coisa, quase sempre fica de fora da análise... o sentimento puro e simples do esporte.
Digo isso, porque se fala muito em alienação, em nacionalismo, consumismo...
Tudo isso aflora, é fato. Mas também é fato que o Brasil é um país de "peladeiros".
E eu, como "peladeiro" assumido, entendo de forma natural a atenção e importância que nosso povo dá ao futebol, e por consequência à Copa do Mundo de Futebol. E não só aos jogos do Brasil, tenho certeza que a maioria das pessoas gosta de assistir todos os jogos, quando isso é possível.
Agora, se quisermos analisar o porque o Brasil é um país de peladeiros... aí a conversa é outra... o buraco é mais embaixo.
Quanto a entender o feeling de Copa... isso é só para quem sabe o que é o "pé na bola" mesmo...
E como não poderia faltar... música oficial!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pela Letra : Filtro Solar ( Voz de Pedro Bial)

Essa música, ou poesia, ou o mixto dos dois, não é nova, é de 2003, mas traz alguns conselhos que podem ser de grande valia, e verdades inevitáveis, como a falta que os joelhos fazem... eu que o diga...
É claro que, por ser o Pedro Bial o "narrador", às vezes eu fico esperando ao final da canção ele dizer: "E o eliminado da semana com 57 por cento de votos é...", mas independentemente disso, vale a pena ouvir! Dê o "play" e ouça a música acompanhando a letra!



Nunca deixem de usar filtro solar!
Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar
estão provados e comprovados pela ciência;
já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.

Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder
e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e
perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia
quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente,
e como você realmente tava com tudo em cima.
Você não é tão gordo(a) quanto pensa!

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação
é tão eficaz quanto mascar chiclete
para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca
passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro
da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute de seu corpo.
Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas
e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,
os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
e as crianças, respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.

Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta
vai aparentar oitenta e cinco.
Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite!

Na sombra do pé de manga.

Meu camarada Caracol, com seus camaradas...
Sei lá onde que é isso... talvez lá em Goiás, ele me passou o link do vídeo por e-mail... Vejam! é muito legal!