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quarta-feira, 3 de março de 2010

Igual Quiabo



Ah, seu moço! O senhor me desculpe, mas não quero ir não... Sei que alguns irmãos meus fazem gosto que eu vá, só porque sou banto e eles são hauçás, mas eu gosto daqui, tem água boa, comida boa, tem dança, música.

Aqui estão plantados, como quiabo, meu avô e o avô do meu avô. O senhor gosta de quiabo? E de mugunzá?

Dizem que lá, naquela terra que não é sua, também tem água boa, terra boa, mas, dizem também que só pode cantar e dançar quando cai a noite, e bem quietinho p’ra não desagradar um espírito mal que eles chamam de capitão do mato, um espírito perseguidor, possuidor de um chicote de fogo.

Também dizem que lá não pode saudar Ogum e Oxossi, só um deus que eu não conheço.

Está vendo senhor, eu digo e não é lenga-lenga, quero ficar. Vai, leva sua cruz, sua buginganga, seu grilhão.

Esse negro quer ser plantado aqui... igual quiabo.

Fabiano Rosa 03/03/2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Há Professores e Educadores.


Recebi esse pequeno texto de um tio meu ( Prof. Jair), pois, comentamos sobre o fato de ele ser o meu exemplo paterno e de caráter, e na minha caminhada rumo a licenciatura (sou estudante de História), nada melhor do que receber conselhos de um grande homem e profissional.
É um texto muito legal! E resolvi compartilha-lo com vocês!

Há professores e professores

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usava batom todos os dias removia o excesso beijando o espelho do banheiro. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia.
Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom. Chegou a chamar a atenção delas por quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa.
Um dia o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Depois de uma hora falando, e elas, com cara de deboche, o diretor pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho.
O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!!!!
"Há professores e há educadores"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Revista Mad

Alguém aí conhece a revista Mad? Uma revista repleta de bobagens e idiotices inimagináveis, que é editada a uns 60 anos. Pois eu conheço, e já a um tempão! E vou contar a maneira surreal que eu conheci essa coisa muito escrota (quem conhece sabe que o que eu estou falando não é exagero, é escrota mesmo...).

Ano de 1996, estava eu lá, sentado no meio fio na frente de casa, em Campo Grande, com meu gibizinho do Tio Patinhas, já lido e relido umas vinte e oito vezes, quando veio caminhando na rua um loucão, o tal de “Carioca”, um tipo daqueles que quando passa todas as mães colocam as crianças pra dentro sabe? Pois ele veio na minha direção, olhando o que eu tinha nas mãos, e me perguntou se eu já tinha lido tudo. Respondi que sim.

Animado, ele pediu para eu esperar, disse que já voltava.

Logo veio ele, e entregou-me uma revista Mad, e perguntou se eu queria trocar pelo meu gibi. É claro que aceitei (e eu ia negar, eu devia estar tremendo de medo).

Ele agradeceu enrolou o gibi, colocou embaixo do braço e sorrindo disse: “Esse aqui tem um papel bem melhor pra fumar!”.

E foi assim que eu comecei a ler essa desgraça, os próprios editores da revista costumam dizer que ela não presta nem como papel higiênico, e pelo jeito nem pra “fazer a cabeça”.

Essa porcaria de revista, com toda certeza não ajuda em nada minha vida, mas me proporciona boas risadas, por isso, recomendo!

sigam ela no twitter! http://twitter.com/revistamad