sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Corda

Eu já tinha me recuperado, a ferida não sangrava mais quando me vi lá em cima, e na verdade isso era irrelevante, pois eu não precisei de muito esforço para chegar até lá, fui carregado e posto até contra minha vontade.
Certo é que a visão do alto impressiona, dá um frio na barriga, um mixto de hesitação e excitação.
De fato o que por vezes vencia era a excitação, e eu pulava do parapeito em queda livre, a sensação era ótima, como se eu pudesse voar, e estranhamente eu nunca chegava ao chão, as mesmas mãos que me puseram no alto, me levantavam novamente.
E assim se passaram meses. De salto em salto, elevação em elevação. Porém a adrenalina já não era mais a mesma, nem o frio na barriga existia mais. Só então percebi o quanto eu estava sozinho.
Mais alguns saltos, só para abrandar o tédio... até que um dia ouvi uma voz, parecia vir de perto, muito, muito perto. Essa voz só me perguntava: “o que você quer?”.
Mais alguns meses, os saltos rarearam, não me agradavam mais, e essa voz constante já estava me deixando louco.
“O que você quer?”
“O que você quer?”
Até que eu percebi... só precisava de corda.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cada um no seu quadrado...


A tal da mudança é complicada (eu ia dizer f***, mas esse é um blog de família), coisas estragadas, extraviadas, a comprar... e muita, muita coisa a resolver.
Carregar o ninho para outra árvore realmente não é fácil.
Por conta desses impecilhos, ontem pude observar como é fantástica a nossa “rede de prestação de serviços”, explico...
Dei um jeito de resolver ao mesmo tempo meus últimos três problemas no novo apartamento, e reduzir as fugidas do meu trabalho, os problemas: tomadas sem energia, armário e mesa desmontados e uma porta de vidro que deixava entrar muita claridade (isso é um problema quando se é meio morcegão como eu).
O apartamento, por algumas horas ficou parecendo um canteiro de obras, um montador de móveis, que a cada vinte minutos atendia o celular e dizia: “tô acabando, já vou...”, dois eletricistas, cujo o diálogo era: “... ligou Rubão?” “...não...” “ligou Rubão?” “sim...” e por aí vai... e um rapaz com (pasmem!) sua mãe, instalando insulfilm, dos quais se ouvia: “segura mãe!” “tô segurando filho!”.
Recentemente eu li algo sobre isso, acho que nas minhas apostilas de estágio, no fato de que essas relações profissionais são baseadas somente na confiança que você tem no trabalho de outra pessoa, e não necessariamente na pessoa, o exemplo do texto era “você confia que pode entrar em um prédio, mesmo sem conhecer o arquiteto ou o construtor”, ou coisa do tipo.
Guardadas as devidas proporções, foi isso que eu vi ontem. Eu contratei o serviço, eles vieram, desempenharam suas funções,  eu paguei, eles  foram embora, nothing else. Cada um na sua função, cada um do seu jeito, cada um no seu quadrado.
Rápido, prático e quase indolor (só doeu meu bolso).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

10.000 acessos! Presente para você!

         
         Galera, estamos chegando aos 10.000 acessos!
         Se você estiver nessa página, e for o visitante 10.000, tire um print e mande para grumpp@hotmail.com , Vou entrar em contato e mandar um presente para você!
         Fiquem espertos aí!